quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Para guardar no coração

"pra quê viver mentindo, se eu não posso enganar meu coração?"


DECORAR vem do latim. Coração.

Não é à toa que estudar é um ato de amor, ou ao menos o deveria.

Não é, pois, o amor quem faz fugir do tempo e do espaço, que imortaliza?
Mas, por óbvio, nem sempre é de todo aprazível eternizar na memória quando se trata de prazos, quóruns, datas, perda do direito ou da mera pretensão.

Falta aqui o elemento central: a vivência afetivamente "vivenciada".

Eu lá quero saber se são 2 turnos, com 3/5 dos votos em cada qual. Isso não me preenche os dias, não me constrói a narrativa.

Então o caminho é outro.

Que no coração, guardemos as coisas do coração, que sim.. é ali que habita a memória, mas a memória real. Não há ali espaços para superficialidades, para quóruns qualificados ou prazos em dias úteis.
Aqui seguimos com outra técnica. 

Repetição.
Que do latim, repetere, nos remete a fazer de novo, e de novo, e mais uma vez.

Assim, meu amigo, sabe qual a sua real dificuldade com os prazos e com as leis? É que queres guardar no coração aquilo que deve ser atacado e atacado mais uma vez.

E de novo.

Paola Tuzani (espairecendo a mente num pós edital)


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